segunda-feira, 16 de maio de 2011

À procura dos anéis

Não sei se já contei aqui para vocês, mas a primeira – e talvez única – parte do corpo que me atrai em uma mulher é seu rosto. O conjunto dos olhos, boca, nariz e cabelos praticamente reflete a fórmula da beleza incondicional. O filtro final, no entanto, passa pelo dedo anelar daquela que pode ser a pretendida da vez.
Posso garantir que não há maior decepção para um homem do que em algum lugar ficar paquerando uma mulher e só depois se dar conta que em seu dedo mora um anel de compromisso ou noivado ou mesmo de casamento. Mas já aconteceu de eu cair na armadilha das sem-anéis, mas apaixonadas. Perdi o número de vezes que achava estar conquistando o coração da amada quando ela, peremptoriamente, deu o sinal fatal: “Mas tenho namorado. Só não uso anel” ou mesmo “Sou noiva, mas deixei o anel em casa”.
Ultimamente tenho mudado minha tática. Primeiro vou à procura do “Precious” para depois tentar me aproximar de uma mulher. Portanto, se quiserem ter alguma chance comigo deixem os anéis em casa ou os guardem na bolsa.

sábado, 14 de maio de 2011

Folga

Neste sábado e domingo me darei uma folga. A partir de segunda-feira, 16 de maio, o Blog volta totalmente ao normal.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Os quarentões

Dia 25 de Abril, como vocês bem sabem, foi meu aniversário. Mas estou bem longe dos 40 anos. Não se preocupem. Graças às taças de vinho tomadas todos os dias, sou um jovem rapaz que não aparenta ter mais do que 25 anos – e olhe lá.
A revista de maior circulação nacional novamente tratou de sentimentos. Desta vez fala dos quarentões que, dando lugar à ascensão profissional, somente agora se deram conta que necessitam de um amor para não morrerem solteiros. Mais uma consequência natural deste mundo tão egoísta. Enfim, os quarentões viveram boa parte da vida para si e se esqueceram que ter alguém ao seu lado é essencial para que a passagem pela terra tome outro sabor.
 Por isto penso em casar em, no máximo, dois anos. Não será a idade ideal – já que os especialistas falam em até 28 anos -, mas é mais uma razão para fazer de todo dia intenso de amor pela futura esposa.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Casamento é muito caro

No final de semana passada mais uma vez o colunista Paulo Sant´Ana voltou ao tema do casamento. Sim, a Cláudia Ioschpe deve ter apresentado ao Pablo este Blog. Pois bem, na coluna Paulo falava que um casamento custa muito caro. A principal razão para isto, afirmava ele, era o fato de que um amigo lhe dizia que tinha de pagar duas pensões alimentícias para duas ex-mulheres, fato que o levava praticamente para um sacrifício mensal.
Sant´Ana afirma que o casamento já traz consigo a semente da separação. E ainda: há que se ter cuidado antes de adentrar nas águas profundas deste relacionamento. Mas não é bem assim. Quero fazer de meu casamento algo para a vida toda. Que ela e eu - unidos não pelo vil metal, mas pelo grande objetivo de fazer feliz um ao outro – sejamos o retrato perfeito da plenitude.
No fim, ambos morreremos pobres. Afinal, vamos dar tudo do bom e do melhor aos nossos filhos. Fazer com que eles aprendam tudo de maravilhoso que existe neste mundo, vamos dar conforto e educação à altura, enfim, tornar mais nivelado o caminho para a felicidade terrena. Casamento pode custar muito caro – ainda mais para os divorciados que pagam pelo desmerecimento ao seu par e pelo não-comprometimento com a união selada no altar (ou nos cartórios para ter um exemplo moderno). Mas o custo não paga a alegria de ver seus rebentos crescerem e ali espelharem traços físicos e de caráter do casal enamorado. Dito isto, nada mais justo do que afirmar que quero, sim, me afogar nestas águas profundas do casamento. Mais uma vez pergunto: quem se habilita?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ah, ela voltou

Em maio – ou melhor, em abril – ela voltou a morar em Porto Alegre. Então foi logo perguntando como estava sendo a repercussão da série. “Tu tens de fazer isto mais vezes. O povo gosta de novelinha”, garantiu. Daí contei a ela que tive um sonho (que dizem por aí ser manifestação de desejos). “Sonhei que a gente tinha casado. Tivemos, logo de início, trigêmeos: duas alemoazinhas e um gurizinho”, contei. “Bah, um já é difícil”, contestou.
“De uma coisa não podemos negar. Você mudou o posicionamento de sua campanha – e isso será muito produtivo”, disse deixando mais uma vez um sabor de esperança no ar. Disse para ela que estava escrevendo o último capítulo da série. “Pega leve”, me disse. “Mas eu não consigo, pois faço tudo com muita intensidade. Não consigo ser diferente”, declarei abertamente com a acuidade que me é característica. “Verdade”, consentiu ela. “Mas às vezes é melhor ocultar algumas informações”, aconselhou-me. Prontamente respondi: “A gente tem de ser verdadeiro em um relacionamento. Qual a razão para se falsear algo?”. Ela: “Não é falsear. É prolongar”. “Nem tudo precisa ser dito. É a arte da conquista”, afirmou. Eu: “Me explique um pouco mais esta tua tese do prolongamento”, pedi. “Vou comer uma fatia de pizza, afinal amanhã ainda é sexta”, despediu-se.
E todos nós ficamos com mais esta dúvida para ser levada para nossos travesseiros. Minha crença é que eu possa saber mais detalhes disto em um provável futuro jantar entre nós. Afinal, a felicidade voltou a estar perto de mim.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Reflexões riograndinas XII

Me dei conta que ela era uma mulher realmente difícil. “Eu, pessoalmente, não gosto muito de romantismo”, afirmou categoricamente. “As mulheres gostam de homens românticos, mas tem de ser medido. Há que se dar tempo também para que elas exercitem o poder da conquista”, alertou. “Na verdade, você já escreveu algo sobre isso. Ou seja, sobre as mulheres difíceis”, recordou.
“Mulher também gosta de correr atrás. De ficar na dúvida e se perguntando se o amado ligará novamente, etc”, disse. “Essas dúvidas apimentam a relação”, advertiu. “As certezas dão muita confiança e não despertam tanto quanto a dúvida”, filosofou.
Bem, até hoje ela me deixa em uma dúvida voraz: quando passarei de amigo virtual para real e, naturalmente, passarei a ser cogitado como possível futuro namorado? Esta série, por enquanto, não termina com um final feliz, portanto. Afinal, como nossa profetisa sentimental afirma, a gente tem de deixar no ar a dúvida.

domingo, 8 de maio de 2011

Reflexões riograndinas XI

Como qualquer novela, a gente tenta esticar um pouquinho mais a audiência – e não seria diferente neste Blog. Ela, então, afirmou peremptoriamente: “deixando a modéstia de lado, tenho algumas opções”. Eu, educadamente, pedi para ela se eu me encontrava entre as suas alternativas. Sim, ali, minha esperança se transformou em migalhas.
“Sinceridade?”, disse. “Claro, pode falar”, respondi com o coração pulsando a mil. “Não considero você nas opções pelo simples fato de não nos conhecermos”, disse. Pensei: “Ufa”. Ela continuou tal qual uma escola de samba que recém entrou na avenida: “Falo das pessoas que me conhecem pessoalmente e que queriam ter algo sério comigo na vida real”. Novamente me exaltei, mas desta vez dedilhando no teclado: “Ufa”. “Eu te considero um amigo virtual”, falou. “E torço para que você encontre a mulher amada”, escreveu enquanto ouvia a dupla Jorge & Mateus ao fundo (não, ela não perdeu pontos por isto).
Por fim, no capítulo de amanhã ela revela como gosta de ser conquistada. Eu, como ela bem disse para mim justamente hoje quando escrevo estas linhas, já mudei a estratégia. Agora vejamos se dará resultado.