segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As histórias da Catarina

Catarina, mais conhecida como Cátia, é minha empregada doméstica que vem limpar meu apartamento quinzenalmente. Sim, de 15 em 15 dias, pois o imóvel está sempre limpinho – tudo graças à mania de limpeza que herdei da minha mãe (aquela mesmo que me ensinou desde criança a mirar as estrelas).
Ela me fez pensar como homens e mulheres atualmente têm uma facilidade imensa de desfazer casamentos. Catarina contou, por exemplo, da história de uma conhecida que foi acometida de câncer. O marido, tão logo soube do fato, não pensou duas vezes: a abandonou. Tempos depois, a mulher se curou da doença. O então marido voltou aos braços dessa senhora que o aceitou prontamente sem nenhuma mágoa. Eis aí, gurias, um exemplo a ser seguido. Esta sim é mulher de coragem. Se vê que o amor, quando forte e justo, ultrapassa as piores barreiras. Mas Catarina também me contou um caso parecido. Desta vez o marido ficou esquizofrênico. A mulher, de pronto, o abandonou. Mas desta vez a história não teve final feliz. Ela nunca mais o recebeu novamente. “Não entendo mais as pessoas hoje em dia. Basta uma dificuldade aparecer para as pessoas se abandonarem”, sentenciou.
Tudo isto para dizer que, mesmo na maior das dificuldades, nunca abandonarei a mulher da minha vida. Pois é, há que se ter muita coragem para afirmar aqui, publicamente, esta promessa. Quero tê-las, amadas leitoras, como testemunhas desse meu amor incomensurável. E, logo mais, também quero que vocês presenciem minha felicidade diária ao lado de minha amada. Seja na alegria ou na tristeza. Na saúde ou na doença.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Substitutos do verbo amar

Nós, jornalistas, usamos muito uma colinha na hora de escrever textos com citações de fontes. Para dar o tom do pronunciamento da pessoa citada, usamos os substitutos do verbo “dizer”. Há vários sinônimos para dar à notícia o verdadeiro teor da declaração.
Andei pensando se, no relacionamento, há substitutos para o verbo “amar”. Há muita gente que usa, deliberadamente, o “gostar”, “adorar”, “querer”, etc. Minha opinião é que tais sinônimos nada mais fazem do que rebaixar o valor do verbo “amar”. Gostar, adorar, querer não revelam realmente o tom do amor. Tais substitutos estão mais próximos da amizade do que do amor. Fazendo uma ressalva ainda que, também na amizade, pode florescer o amor.
Me dei conta que, diferente da colinha jornalística, não há verbo substituto para “amar”. Ele mesmo se basta por si. Não é por nada que, na maioria dos relacionamentos que acabam, o amor se transforma em ódio. Ao iniciar o namoro com a futura namorada (ou quem sabe ainda antes deste fato se consumar), somente sairá da minha boca o verbo “amar”.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Meus defeitos

Uma das coisas mais difíceis é a gente se olhar no espelho. Pelo menos para alguém não tão belo como eu (ainda que existam aquelas que afirmam que sou “lindão”). No entanto, desafio maior é olhar para dentro de si e, com uma lupa, vasculhar os próprios defeitos. Admiro, aliás, todas as pessoas que conseguem alcançar tal pretensão. Resolvi listar alguns dos meus defeitos de forma que a futura namorada já os conheça. Talvez alguns parecerão até virtudes, mas não se enganem: são apenas falhas que, dia após dia, luto para serem corrigidas.
Por vezes sou direto demais com as pessoas. Sou daqueles que é capaz de perder o amigo, mas não a piada. Há quem goste de rodeios, mas eu não sou assim.
A profissão me ajudou muito, mas ainda tenho que perder um pouco da timidez. Ainda sou aquele que mais ouve do que falo. Há quem diga que isso é virtude, mas acho que é defeito.
Algumas pessoas colocam o dedo em riste me chamando de egocêntrico. Não, não sou. Talvez tenha um pouquinho de egoísmo com as minhas coisas, mas é algo que já estou dando conta de me desprender. Não se pode confundir egocentrismo com autoconhecimento – virtude que me orgulho de ter como vocês podem notar.
Por vezes bastante consumista. Tendo oportunidade compro o que quero. Ainda que, ultimamente, este defeito tenha se dado no campo da enologia. Ando comprando muitos vinhos, mas já me dei ordem extrema para que isso não mais aconteça.
Acho que é isso. Mais tarde, depois de longa reflexão, prometo postar aqui mais um lote de defeitos. Mas fica a dica: procurem sempre a virtude que, como já nos dava conta a filosofia clássica há muito tempo, “in medium est”. Ou seja, a virtude está no meio entre os extremos de nossas qualidades e defeitos.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu, um “Blue Chip”

Não sei se as leitoras deste Blog são acostumadas a acompanhar o mercado de capitais. Para quem não sabe Blue Chips são ações de empresas bem estabelecidas, de grande porte, nacional e internacional, com comprovada lucratividade, principalmente a longo prazo, e com poucas obrigações, resultando em situação econômica e financeira positiva. Ou seja, é um investimento longo que tende a fazer com que o dinheiro se multiplique.
No mercado do amor sou uma espécie de Blue Chip, portanto. Invista um pouquinho da sua paixão em mim para ver os resultados. Prometo, em primeiro lugar, amor incondicional na medida estabelecida pela futura namorada. No mercado corporativo, cobra-se muita transparência. No campo amoroso, esta qualidade se equivale à fidelidade. Como não ser fiel à mulher mais linda do mundo? Isto não é um direito. Passa a ser meu dever!
Nas empresas, pede-se que se cumpram metas. Prometo trabalhar em prol de nossos sonhos. Saibam que os sonhos da futura namorada – e quiçá esposa – passam a ser meus. Desenvolveremos, juntos, projetos de curto, médio e longo prazos que serão gerenciados por mim com auxílio incondicional dela, claro. Conseqüência natural do alcance das metas é o polpudo PPR – a participação nos resultados. Nós somente queremos colher felicidade.
Mas não se esqueçam, caros leitores e caras leitoras: a economia também é passível de crises. E não será diferente em um relacionamento.  E não é que elas podem surgir até mesmo antes de um namoro começar? Sim, por vezes é assim que acontece. Mas no ambiente corporativo há ferramentas para lidar até com o pior dos maremotos econômicos: se chama gestão de riscos. Eu, pelo menos, no campo amoroso, já estudo estratégias para quando esse dia chegar. Não falo apenas quando minha paixão entrar no período da TPM (aliás, dizem por aí que tomar conhecimento da fase do mês que se dá o fato fez perdurar vários casamentos). Por melhor que sejamos, talvez nosso par, em um dia qualquer, esteja em um período ruim. O remédio é a plena compreensão e o carinho.
Saibam que minha ação não é tão cara assim. Por vezes bastara uma profunda troca de olhares para me fisgar. Ou mesmo uma meiguice sem tamanho. Mas o mais importante de tudo: dar abertura ao conhecimento de um e de outro. No pregão do amor, já há uma forte candidata a ser dona do meu coração. Basta, agora, que sigamos em negociação. Digamos que estamos fazendo uma constante auditoria dos gostos e sentimentos de um e do outro. Não há dúvida: será o negócio do ano. Pelo menos aqui neste pregão do amor.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mulheres no comando

Eis que em meados de fevereiro foi publicada mais uma pesquisa envolvendo relacionamento. Acho que foi desnecessário o tal estudo haja vista a conclusão que chegou. Pois bem, a pesquisa “descobriu” que as mulheres comandam a relação desde o primeiro encontro. Mas alguém aí tinha alguma dúvida disso? Eu nunca tive.
A pesquisa do jornal britânico Daily Mail afirma que sete em cada dez britânicos não beijariam no primeiro encontro. Aqui no Brasil, obviamente, algo me faz crer que a proporção seria contrária. Mas deixe para lá. É apenas “achismo” de alguém que quer tropicalizar o estudo.
Meus poucos leitores deste Blog (sim, pois as leitoras são a maioria): naturalmente que as mulheres comandam tudo do primeiro ao último encontro. Pelo menos á assim comigo. Fico hipnotizado pelos seus olhos amendoados. Toda e qualquer palavra de sua boca equivale a uma canção. Seus gestos ininterruptos com as mãos perfazem um quadro de Monet. Seu cheiro não chega aos pés do bouquet mais elegante de um fino vinho. Diante dela, mente e coração somente seguem a regência da mestra do amor. O primeiro beijo até pode, novamente, demorar seis horas, mas para mim será como que se tivessem se espaçado apenas alguns segundos. Sim, por causa dela o tempo para. Eu sou a terra. Ela, o ar que respiro.
Em tempos de quedas de ditadores, ouso dizer que ela é “el comandante” do meu coração.  Mas entre nós apenas impera o amor e a felicidade.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Minha vida é poesia

Hoje eu deveria publicar aqui (uma vez mais) um texto sobre minhas qualidades. Desta vez eu faria uma comparação entre mim e o mercado de capitais. Bom, resolvi mudar de tema. Aliás, isto passará a ser bem frequente por aqui visto que agora este Blog não mais me pertence. Sim, a partir de agora ele será co-editado com minha futura namorada. Mas se acalmem:  na sexta-feira prometo publicar o tal texto onde dou bastantes motivos mais para que uma garota confie e se apaixone por mim – ainda que agora esta prerrogativa cabe apenas a uma única.
Pois bem, de uns dias pra cá minha vida mudou. Por exemplo: o tempo pode estar o mais carrancudo possível na capital gaúcha que eu só vejo o sol. Posso receber o pior dos releases tentando sugerir que aquela é a melhor das pautas e eu só vejo ali no papel um romance. Dedilho no teclado toda e qualquer palavra e elas, somadas, se tornam versos. Ao telefone, aquela voz embargada da fonte vira canção de amor. O puxão de orelhas do chefe é, para mim, um afago.
Sim, caras leitoras, a vida que era toda prosa se transformou em poesia. E a musa inspiradora está tendo uma das atitudes que somente vi em poucas candidatas aqui. Ela está se deixando conhecer e, obviamente, também me conhecendo. O novelo do amor, logo, vai se desenrolando e tomando nossos corações e mentes. Já está naquela fase de fazer nós. Explico: os sonhos dela já são meus. Como ainda não dividi os meus logo, ainda não o são dela.
Surgiu, enfim, aquilo que chamam de química. E, por favor, não se incomodem se este Blog se tornar, dentro de poucos dias, apenas reproduções de poemas clássicos ou mesmo aqueles feitos com meu próprio punho (ainda que Tatata Pimentel já afirmasse em suas aulas na Famecos que não fazemos poema. Nós, pobres mortais, apenas fazemos versinhos). Ou mesmo coisas que vocês nem mesmo entendam lendo um par de vezes. É que talvez seja algo que somente eu e ela saibamos o que é. Asseguro que não serei doce demais, afinal, a virtude está no meio como gosta de dizer minha futura namorada.
Minha vida é poesia e quem dita o ritmo dos versos é a minha amada. Por isso eu e ela somos todos sorrisos. Apenas uma antecipação de tudo o que a vida nos guardará daqui em diante.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Minha sogra

Popularmente afirmam por aí que bater o cotovelo é sinal de que se terá uma boa sogra. Pois bem, eis que confidencio para vocês algo nunca dito aqui. Devo ser a pessoa no planeta Terra que mais bate os cotovelos. Se a tal da profecia se tornar realidade, terei minha felicidade multiplicada.
Não que seja necessário que a sogra seja uma pessoa boa. Sabemos que nós todos temos virtudes e defeitos. Por vezes até mais defeitos do que virtudes. Mas a razão da existência humana está justamente em saber conviver com as diferenças.
Quero agradar muitíssimo minha sogra. Afinal, se não fosse ela e o futuro sogro, a mais bela garota do mundo não existiria. O mínimo que tenho a fazer é agradá-la. Quem sabe, de vez em quando, presenteá-la com uma champagne Moscatel ou mesmo um vinho do Porto. De mês em mês oferecer um vale-presente de uma loja de roupas ou mesmo daquela marca de calçados que ela gosta. Ou mesmo uma viagem com o sogro ali para Buenos Aires ou Balneário Camboriu. Isto tudo, meus caros, para a sogra. Imaginem o que guardo para a filha.