terça-feira, 5 de abril de 2011

Café e amor, mas quentes

Meu olho brilhou ao ler a conhecida frase de Caio Fernando Abreu no mural do Facebook de uma adorável mulher. O chamariz dizia: “Um café e um amor. Quentes, por favor”. Isto me fez pensar que devo mudar drasticamente um dos meus hábitos mais insólitos. Por vezes, é verdade, ja fiquei com a mesma sensação de estar comendo um prato gularmente frio. Assim como um vinho passado, o café frio perde suas prioridades. Sim, eu espero o café esfriar para tomá-lo. Este é o vício, portanto, que quero derrubar.
Felizmente que, diferente da feliz frase de CFA, uma tese não está ligada à outra. Sim, meu amor sempre está em estado de ebulição. Naturalmente tomo todos os cuidados para que ele não chegue aos 100 graus Celsius. Se bem vocês recordam, caras leitoras, os mestres de física nos ensinavam que água começa a virar vapor a partir desta temperatura.
Portanto, se a adorável garota que surgiu no meu caminho quiser que este intento duplo seja alcançado, só me restará comprar uma garrafa térmica. Deste jeito o café não esfriará. De certo, ele será nosso principal combustivel para também não esfriar nossa intensa relação. Afinal, tomar café à noite corrompe o sono enos deixa elétricos. De algum modo, portanto, a energia será dissipada.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O homem ideal

Paulo Sant´Ana me brindou com uma bela coluna ontem. Eis que aqui responderei o que as colegas jornalistas não ousaram falar – nem as casadas, nem as solteiras. Para quem não leu o texto dominical, eis um pequeno resumo: Paulo pediu para quatro mulheres, colegas dele no jornal, qual era o homem idealizado por elas. Duas se negaram a responder, pois eram casadas. As outras duas, pelo que dá a entender da coluna, se calaram.
O homem ideal, meu caro Sant´Ana, é o dono deste Blog. As casadas não quiseram falar, pois arranjariam problemas em casa. As solteiras acharam-se no direito de fazer segredo. As quatro gritariam em alto e bom som, caso não fossem resguardadas, que Marcos Graciani é o homem ideal.
São muitas as qualidades que elas admiram em mim. A primeira delas é que sou um dos últimos românticos do planeta – assim como o Pablo. Ainda me deslumbro pelo primeiro olhar de uma pretendente (mesmo que seja em uma foto mesmo). Sou um obcecado por encontrar a mulher perfeita – ainda que perfeição não exista e que meus amigos me pressionem a apostar nas garotas erradas mesmo. Sei harmonizar diferentes pratos com vinhos – o que dá um sabor todo especial a qualquer almoço que compartilhar com a futura namorada.  Sou daqueles que dou a vida pelos sogros, adoráveis progenitores daquela que será, para mim, a mulher mais linda do mundo. Também quero ter a casa cheia de filhos que nos vão abrilhantar nossa velhice.
Enfim, são apenas algumas características – ainda que superficiais, é verdade – deste homem que é idealizado por todas as mulheres. Mas, no fim, o coração será de apenas uma – a única que valerá por centenas, milhares, milhões delas...

domingo, 3 de abril de 2011

Dor de dentes no coração

Já disse aqui – e muitas vezes no Twitter – que tenho dor de dente no coração. E não é apenas uma simplória figura de linguagem. Ainda que eu tenha me acostumado a somente levar negativas das minhas pretendentes, o coração não se acostuma facilmente com os fatos.
Vejam que até mesmo a ciência tem se dado conta que os corações partidos tem a tendência a doerem tanto quanto a dor física. Para chegar a essa conclusão, uma equipe norte-americana contou com 40 homens e mulheres, cujos relacionamentos terminaram sem que quisessem. Todos disseram que a experiência os deixou profundamente magoados. Os cérebros dos voluntários foram monitorados enquanto olhavam fotos diferentes. Eles afirmaram, cheios de convicção, que observar imagens dos "exs" e serem tocados por uma sonda quente como mais doloroso que pensar em um amigo ou encostar em uma sonda gelada.
Eis a medicina provando que eu realmente sofro – e isto sem necessitar que seja literalmente um namoro terminado. Esta dor somente terminará quando minha futura amada, tal qual como uma carinhosa dentista, desobstruir o canal defeituoso. Aceito fazer isto mesmo sem anestesia. Afinal, estarei imaculado pelo maravilhoso beijo que daremos para selar este tratamento.

sábado, 2 de abril de 2011

Grude

Eis que recebo uma pergunta arrebatadora: “tu, como namorado, deve ser um grude, não é?”. Isto, realmente, me fez pensar. Mas a razão para tal impressão é certa. Como destilo muito amor, as mulheres ficam pensando que meu comportamento será este. Mas não é bem assim. Afinal, eu já afirmei aqui que sou “on demand” – palavra usada para designar que me adapto rapidamente à situação.
Portanto, se a futura namorada não quiser que eu seja um grude, assim o farei. Se minha alma gêmea implorar para que eu seja um doce, serei. Somente farei tudo para me grudar aos seus coração e mente. E se ela tiver um comportamento grudento, não fará mal, pois adoro receber carinho.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Assessoria amorosa

Nesta semana fui surpreendido por um release que caiu em minha caixa de mensagens. O material dava conta da existência de uma agência de assessoria amorosa em Porto Alegre. Em tempo: seria necessário desembolsar R$ 950 pelo Cupido. A empresa afirma que deixa os dados sigilosamente guardados e só apresenta um dos pares ao outro quando há muita convicção de que a união poderá dar certo. No entanto, com pouco menos de um ano de funcionamento, a companhia parece ter conseguido unir apenas um casal. Em tempo: o público-alvo da assessoria amorosa tem sido formado por pessoas das classes A e B e com idades entre 25 e 65 anos.
Já me perguntaram mais de uma vez se eu não tinha contratado serviços de uma agência de relacionamentos amorosos. Por razões óbvias, acho melhor fazer por conta própria. Como uso e abuso das palavras, tenho em meu teclado e neste espaço aqui uma campanha em causa própria – ainda que tenha como objetivo final fazer minha amada a mais feliz do planeta. Por aqui já conheci muitas pessoas legais. E quis o destino que uma linda mulher cruzasse novamente meu caminho.
Não desprezo aqueles que procuram uma agência de relacionamentos como também não desdenho o trabalho prestado por estas serviçais do amor. No entanto, acredito mais na exposição franca e humorada que faço por aqui. Um segredo em calibri, tamanho 11, para vocês: por causa deste blog várias garotas já se ofereceram para serem meus cupidos. Mas nenhum intento vingou.
Depois de quase seis meses neste batente pela procura de um intenso amor, acho que o encontrei. Estou pensando seriamente em abrir uma assessoria amorosa. Meu cachê por encontro será por módicos R$ 200 – ou o equivalente ao preço do ótimo Almaviva EPU, o segundo  vinho na hierarquia desta vinícola que é um dos ícones do Chile. Prometo felicidade na certa ou seu dinheiro de volta.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Tudo em vão

Não sou acostumado a ver TV aberta, afinal há mais de 140 canais à disposição para escolher. No entanto, no dia 15 de março me peguei olhando a eliminação de uma BBB. Pedro Bial citava a frase “vaidade, tudo é vaidade, tudo em vão” para definir a característica marcante do personagem eliminado.
Beleza para mim é fundamental ainda que seja para um único objetivo – ainda que eu não seja lá tão belo. Afinal, penso no futuro dos filhos que terei. É simples: se pelo menos ela for bonita, pelo menos teremos grandes chances de ter uma prole mais bela. Portanto, penso neles, não em mim.
Mas, no fundo, beleza não diz tudo. Não adianta ter ao meu lado a mais encantadora das mulheres se esta não tiver um bom papo, conhecer cultura geral, saber ou se expressar em uma segunda língua, ter estado em outros países, ler vários autores nacionais e internacionais, etc. Potência não é nada sem controle, não é? Beleza também não é nada sem conteúdo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Corações e senhas

Vocês já se deram conta de quantas senhas a gente tem de memorizar nesta vida? Eu, pelo menos, tenho umas 12 contando meus cartões de crédito, senhas bancárias, do note, do Twitter, do Facebook, das revistas que sou assinante, etc. Sem contar os documentos pessoais que a gente tenta sempre levar na memória. Mas isto eu tiro de letra.
Fico cá pensando como é difícil acertar a senha do coração de uma alma feminina. E não bastam simples combinações de números ou letras como a tecnologia nos ensinou. É tudo uma mistura de sentimentos, olhares, manifestações de afeto, etc. Por vezes, é verdade, as letras – quando unidas em um poema – até podem ajudar. Mas, dependendo de quem se ama, nem mesmo poesia dá conta de ganhar o coração.
Eu continuo na inglória luta de desvendar o segredo de certo coração. Quem sabe ela me dê parte dos caminhos para encontrar as senhas. Pois se eu for depender da sorte estou perdido, pois sou um azarão no jogo. Mas no amor parece que a sorte começou a sorrir para mim. E sem pedir senha ou licença.