quinta-feira, 31 de março de 2011

Tudo em vão

Não sou acostumado a ver TV aberta, afinal há mais de 140 canais à disposição para escolher. No entanto, no dia 15 de março me peguei olhando a eliminação de uma BBB. Pedro Bial citava a frase “vaidade, tudo é vaidade, tudo em vão” para definir a característica marcante do personagem eliminado.
Beleza para mim é fundamental ainda que seja para um único objetivo – ainda que eu não seja lá tão belo. Afinal, penso no futuro dos filhos que terei. É simples: se pelo menos ela for bonita, pelo menos teremos grandes chances de ter uma prole mais bela. Portanto, penso neles, não em mim.
Mas, no fundo, beleza não diz tudo. Não adianta ter ao meu lado a mais encantadora das mulheres se esta não tiver um bom papo, conhecer cultura geral, saber ou se expressar em uma segunda língua, ter estado em outros países, ler vários autores nacionais e internacionais, etc. Potência não é nada sem controle, não é? Beleza também não é nada sem conteúdo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Corações e senhas

Vocês já se deram conta de quantas senhas a gente tem de memorizar nesta vida? Eu, pelo menos, tenho umas 12 contando meus cartões de crédito, senhas bancárias, do note, do Twitter, do Facebook, das revistas que sou assinante, etc. Sem contar os documentos pessoais que a gente tenta sempre levar na memória. Mas isto eu tiro de letra.
Fico cá pensando como é difícil acertar a senha do coração de uma alma feminina. E não bastam simples combinações de números ou letras como a tecnologia nos ensinou. É tudo uma mistura de sentimentos, olhares, manifestações de afeto, etc. Por vezes, é verdade, as letras – quando unidas em um poema – até podem ajudar. Mas, dependendo de quem se ama, nem mesmo poesia dá conta de ganhar o coração.
Eu continuo na inglória luta de desvendar o segredo de certo coração. Quem sabe ela me dê parte dos caminhos para encontrar as senhas. Pois se eu for depender da sorte estou perdido, pois sou um azarão no jogo. Mas no amor parece que a sorte começou a sorrir para mim. E sem pedir senha ou licença.

terça-feira, 29 de março de 2011

As lições de Palmirinha

Sábado à noite. Eu, que pensava que iria jantar com a futura namorada, tive de passar a noite em casa. Certo, a hora do encontro ainda chegará. Menos mal que me contentei com um Prosecco e comidinhas de vários tipos – fato, aliás, que em breve deverá ser dividido com a amada. Pois bem, como chovia lá fora não me animei a sair mesmo. Daí o fato de ficar perambulando pelos canais internacionais. Mas, sem querer, acabei caindo em um programa que estava entrevistando a culinarista (é isto aí que aparecia no crédito mesmo) Palmira Onofre, a Palmirinha.
No cume de seus 80 anos, ela dizia ao entrevistador que o sucesso dos programas de culinária se dá por uma única razão. É que os chefs ali não podem e não devem mentir. Eles fazem tudo ao vivo e é obrigação ser realmente transparentes. Ela dizia, em outros termos que não estas figuras de linguagem que usarei, que não tem problema se o bolo batumar ou mesmo o leite ferver. O importante é ser aberto com o telespectador. Segundo Palmiriha, não há coisa pior do que uma receita dar errado na casa de alguém.
Penso que em um relacionamento – quem sabe desde seu início – tem de haver transparência. A verdade anda de mãos dadas com o conhecimento, este fator tão importante para surgir aquela química entre o casal. Pode ser que até mesmo a mulher seja ano-luz mais bonita que seu par, mas a vida se encarrega de uni-los pelo fato de terem os mesmos gostos (ou gostos diferentes). Ou ainda pela razão de se completarem por suas afinidades. Enfim, a transparência é o fermento da relação. O sabor sempre será da felicidade. Tudo embalado pelo belo sorriso da pessoa amada.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os amorosos chatos ou vice-versa

Em um dos papos da redação da semana passada um amigo se definiu como sendo um chato. Eu, claro, afirmei que sou um amoroso. Não esperávamos, no entanto, que o colega da baia da frente gritasse a plenos pulmões: “mas não há coisa pior do que um chato amoroso – ou um amoroso chato”.
Refleti, então, se não estou me tornando um chato em se tratando de coisas do coração. Não que eu seja exigente e esteja à procura da mulher perfeita. Esta obsessão toda já não passou dos limites? Estou para dizer que ainda não. Afinal, por aqui só recebo altos elogios pela minha dedicação, transparência, carinho e hombridade. Algo me diz que falta bem pouco para esta campanha chegar ao fim (será que vocês conseguirão, queridas leitoras, conviver sem minhas chatices sentimentais?). A partir de então serei um excelente amoroso chato com minha amada. Entenda-se chatice aqui como abnegação, devotamento, entrega. Explico: entre um convite dela para rever aquele filme com roteiro açucarado e uma chamada dos amigos para o futebol, naturalmente que optarei pelo cinema. Entre fazer um evento familiar com as pessoas queridas dela ou ter de finalizar uma reportagem especial no final de semana, escolherei ficar com aqueles que também são queridos por mim. Talvez, para ela, não ganharei o apelido de chato. Mas, com certeza, entre os amigos serei o mais chato de todos.

domingo, 27 de março de 2011

Dom Quixote

Por vezes me pego pensando se não é um tanto quixotesco procurar tão absurdamente por um amor na vida. Mas, inevitavelmente, tendo a pensar que é assim mesmo. Desde criança, eu sempre queria o melhor de tudo.
À noite, antes de dormir, sempre queria ter em minhas mãos as estrelas. Queria, como os astronautas da NASA, chegar na lua e por lá perambular. Fez parte da minha infância também querer ir até o fundo do mar e lá procurar pérolas para minha amada. Na verdade, quando criança, eu era mesmo um Sancho Pança.
Cresci, veio a faculdade, o amadurecimento e a inglória busca pela amada. Ainda que continue sonhando sou um tanto pé-no-chão. A armadura de Dom Quixote não me deixa mentir. Sim, tenho que confessar que engulo o choro, fico dias sem comer ou beber se preciso for e ainda sou dono de uma saúde de ferro. Mas basta eu fechar os olhos (ou mesmo com eles abertos) e pensar na futura namorada que a armadura se desfaz. Os espasmos de Sancho Pança têm sido bem mais frequentes. Vejamos se, ao menos, esta história toda chegará em um final feliz.

sábado, 26 de março de 2011

Pedido de casamento

Uma em cada quatro mulheres se decepciona com a forma com que é pedida em casamento. Para 26% delas seria melhor se o momento fosse mais romântico, original ou pessoal. Um terço ainda declarou que não recebeu a aliança no momento do pedido do casamento.
Fico aqui imaginando como será meu pedido de casamento para a futura esposa. Quem sabe, na telona do cinema, lá aparece: “Fulana, casa comigo?”. Ou ainda em um show da cantora ou cantor preferido dela, isto também pode soar como surpresa. Até pensei naquele jantarzinho à luz de velas, mas acho que ela vai querer mesmo ser surpreendida. Bem que poderia ser em um avião também. Vou para dentro da cabine e, de lá, faço o pedido. Terá flores e tudo o mais!
Se ela gostar de aventuras, nada melhor do que bolar uma espécie de sequestro-relâmpago. Ela será levada para um castelo e lá faço meu pedido. Depois, sim, um jantar à luz de velas. Ou quem sabe pedi-la em casamento em uma viagem internacional? Quem sabe em Nova Iorque, Paris, Moscou ou Veneza. Todas estas cidades possuem um quê de romantismo.  Bem, é isto que consegui pensar em apenas alguns instantes enquanto escrevia estas linhas. Quem sabe conhecendo-a será mais fácil bolar uma senhora surpresa para o pedido de casamento. Sem contar que a festa de casamento também terá uma surpresa, claro. Mas vocês apenas saberão no dia.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Traíras

E não é que as mulheres estão traindo mais? Estudo da Fundação Perseu Abramo e do Sesc com 2.365 brasileiras mostrou que 12% delas admitiram ter pulado a cerca pelo menos uma vez na vida – há nove anos eram 7%. Outro estudo, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mostra que, em média, metade já teve algum envolvimento extraconjugal. Pelo menos um terço delas afirma que somente fazem isso por vingança, pois descobriram que os homens a traíram primeiro. E como bem dizia Nelson Rodrigues, “todas as mulheres são traíras. Algumas são militantes, outras não”. E quem sou eu para discutir com o grande Nelson Rodrigues!
Mas não tiro a razão delas. Como pode um homem declarar amor eterno para uma garota e, sem mais, trair na primeira ocasião que tem? Eu nunca trairia minha namorada ou esposa. Seria mais fácil eu ser traído por ela – e nem me dar conta disto. Talvez elas tenham suas razões para trair em pleno casamento. Por exemplo, há uma conhecida minha que está aguardando seu casamento esfriar para, finalmente, me conhecer. Eu sugiro que ela termine o casamento logo e venha morar comigo! Calma, queridas leitoras, é apenas um chiste. Quero uma mulher única para sempre. E nós apenas trairemos nossos amigos para que a gente possa passar mais tempo juntos.